PF investiga se houve obstrução de Justiça em inquérito sobre influenciadores no Caso Master
PF abre inquérito para investigar caso de influenciadores pagos para atacar BC após liquidação do Master A Polícia Federal (PF) vai investigar se houve obs...
PF abre inquérito para investigar caso de influenciadores pagos para atacar BC após liquidação do Master A Polícia Federal (PF) vai investigar se houve obstrução de Justiça no caso dos influenciadores que alegam ter sido procurados para gravar conteúdos com críticas ao Banco Central (BC) e favoráveis ao Banco Master. Este será o principal tipo penal analisado pelos policiais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O blog apurou que a investigação vai apurar se o movimento pago com publicações favoráveis ao Master tinha como intenção desestabilizar o sistema financeiro brasileiro após o BC decretar a liquidação extrajudicial do banco -- decisão que ocorreu em novembro do ano passado. O inquérito vai avaliar se a série de publicações funcionou como desinformação orquestrada e paga, o que configura crime. Outra prática em análise é se a ação configurou interferência na instrução do processo do Caso Master. 📖 Segundo a lei brasileira, o crime de obstrução de Justiça acontece quando a pessoa "impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa". O texto, que faz parte da lei que define organização criminosa, define pena de reclusão, de três a oito anos, mais multa. A abertura do inquérito foi autorizada pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. A PF fez uma análise preliminar das postagens e identificou possíveis crimes e pediu ao Supremo autorização para investigar. A ideia é apurar uma ação orquestrada contra o BC. LEIA TAMBÉM: Caso Master: influencer revela contrato de três meses e cachê de R$ 7,8 mil por post inicial com críticas ao BC Influenciador de direita relata proposta para defender o Banco Master e difamar o BC; banco de Vorcaro diz não ter informações Caso Master: PF começa a ouvir depoimentos em inquérito sobre compra do banco pelo BRB Publicações pró-Banco Master Produtores de conteúdo alegam que foram procurados para difundir a mensagem de que a liquidação teria sido "precipitada". A informação foi divulgada pelo blog da Andréia Sadi, no g1, no início deste mês. O caso foi revelado após os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelarem ter recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais narrativas a favor do Master. A ideia era compartilhar vídeos que reverberassem a posição da Corte e colocassem em xeque a ação do Banco Central. Influenciadores com quem o g1 conversou revelam propostas similares, de três meses de duração para uma série de postagens, oito por mês. Eles foram abordados em dezembro. Daniel Vorcaro (no destaque) deixa a prisão usando boné e camiseta branca Reprodução/Arquivo pessoal e Bruna Vieira/TV Globo