GOSPEL POP EVANGELICA POP

Lula defende 'neutralidade' do Canal do Panamá, alvo de investidas dos EUA

Lula defende 'neutralidade' do Canal do Panamá, alvo de investidas dos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (28) que o B...

Lula defende 'neutralidade' do Canal do Panamá, alvo de investidas dos EUA
Lula defende 'neutralidade' do Canal do Panamá, alvo de investidas dos EUA (Foto: Reprodução)

Lula defende 'neutralidade' do Canal do Panamá, alvo de investidas dos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (28) que o Brasil defende a "neutralidade" do Canal do Panamá — alvo de investidas constantes do presidente norte-americano, Donald Trump. "Continuamos empenhados em trabalhar com todos os países vizinhos. São dezenas de obras de melhoria de rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos, além de infovias e linhas de transmissão, com potencial para dobrar o comércio intrarregional em poucos anos", mencionou Lula. A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não-discriminatória há quase três décadas", prosseguiu. A declaração foi dada durante o evento do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá, no Panamá. Após sua fala, o petista foi ovacionado pela plateia. Lula em evento do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, no Panamá. Ricardo Stuckert/ Presidência da República A soberania do Panamá no canal foi questionada por Trump que anunciou o desejo de "retomar o controle" da estrutura que permite a passagem de navios entre os oceanos Atlântico e Pacífico (leia mais abaixo). Essa não é a primeira vez que o presidente brasileiro defende a soberania do Panamá. No ano passado, ao receber o então presidente panamenho, José Raúl Mulino, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que o Brasil apoiava integralmente a soberania do Panamá sobre o canal. Mudanças de administração O Canal do Panamá foi inaugurado em agosto de 1914 e foi considerado a maior obra de engenharia da época. A construção possibilitou a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico através das Américas, reduzindo o tempo de viagem de navios cargueiros. Os Estados Unidos tiveram um papel crucial na realização da obra. Na época, o Panamá ainda era uma província da Colômbia, e o governo norte-americano não conseguia chegar a um acordo satisfatório com as autoridades colombianas. Diante disso, os americanos decidiram apoiar a independência do Panamá e ancoraram navios nas duas costas da região. Três anos depois, já como um Estado autônomo, o Panamá firmou um acordo com os EUA para a construção do canal. O acordo previa um pagamento de US$ 10 milhões, além de US$ 250 mil anuais, para que os Estados Unidos controlassem o canal. No entanto, na segunda metade do século 20, o Panamá passou a pressionar o governo americano pela nacionalização da estrutura. Os Estados Unidos controlaram o Canal do Panamá até o final de 1999, quando ele foi entregue ao governo panamenho. Ao longo de mais de 80 anos, a via impulsionou a economia norte-americana e contribuiu para o desenvolvimento do noroeste dos EUA. No ano passado, Trump acusou o Panamá de cobrar taxas excessivas para o uso do canal e afirmou que existe o risco de influência chinesa na região. Dois portos próximos à entrada do canal são administrados por uma empresa de Hong Kong. "Se os princípios, tanto morais quanto legais, deste gesto magnânimo de doação não forem seguidos, então exigiremos que o Canal do Panamá seja devolvido a nós, integralmente, rapidamente e sem questionamentos", afirmou o presidente na época. Trump também declarou que o Canal do Panamá é vital para os Estados Unidos. Na ocasião, o governo do Panamá afirmou que as taxas cobradas para o uso do canal são calculadas e avaliadas com transparência, ajudando a manter a estrutura. O presidente panamenho, José Raúl Mulino, disse ainda que o canal não está sob o controle ou influência de nenhum outro país. "Cada metro quadrado do Canal do Panamá e sua área ao redor pertence ao Panamá e continuará a pertencer", afirmou Mulino. "A soberania e a independência do nosso país não são negociáveis."

Fale Conosco