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Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master

Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master A investigação interna aberta no Banco Central para apurar possíveis falh...

Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master
Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master (Foto: Reprodução)

Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master A investigação interna aberta no Banco Central para apurar possíveis falhas no caso do Banco Master tem como prioridade acompanhar o processo e as medidas tomadas pelo órgão desde 2019. Ou seja, o foco está nas ações durante a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto, que estava à frente do órgão. Apesar dos questionamentos das defesas de ex-gestores do banco investigado, de que a liquidação teria sido precipitada, a principal linha de trabalho da auditoria é a de que existiam elementos para a medida ter sido tomada antes. A liquidação de uma instituição financeira é uma medida drástica, mas que poderia ter evitado um rombo financeiro que, só ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), custa quase R$ 50 bilhões, além dos fundos de pensão e outros investidores não cobertos pela garantia do FGC. Caso Master: PF ouve depoimento de mais um investigado Jornal Nacional/ Reprodução Segundo fontes ouvidas pelo blog, a auditoria abrange desde a autorização do BC para a transferência do controle do banco Máxima para o Master, passando pela consolidação do processo, que levou cerca de dois anos, até os problemas de liquidez identificados pelo órgão em 2024. A investigação interna responde ao avanço de apurações conduzidas pelo Ministério Público Federal no caso Master, que trazem fortes indícios de problemas de liquidez e de vendas de carteiras fictícias ainda em 2024. Em entrevista à Globonews em 27 de outubro, antes da liquidação do Master, Campos Neto disse que a negociação entre o BRB e o Master, cuja compra foi vetada pelo BC, não chegou a ser tratada em sua gestão. “O tema da negociação com o BRB eu fiquei sabendo pelos jornais, eu não sabia até a minha saída do Banco Central, isso nunca tinha sido ventilado, eu fiquei sabendo depois”, disse. Naquele momento, afirmou ainda que o Master não representava risco sistêmico, mas sim risco de imagem ao setor financeiro. A abertura da sindicância foi decretada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em novembro, e é conduzida de forma independente. Isso porque um processo de liquidação extrajudicial, como ocorreu no caso do Master, é um fato grave e precisa ser devidamente documentado. A informação, no entanto, foi revelada pelo jornal "O Globo" e confirmada pelo blog somente nesta quinta-feira (29), porque o processo é sigiloso dentro do órgão. Após a abertura da auditoria, os chefes do departamento Departamento de Supervisão Bancária (Desup) Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza foram afastados dos cargos. Até o momento, não há acusações contra eles (entenda mais aqui).

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